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Ainda pensa que as mulheres são de Vénus e que os homens de Marte? Pense outra vez. Nos últimos tempos, viajámos entre planetas e descobrimos que é muito mais divertido quando desconstruímos os papeis de género através da roupa.

Sem-género, a-género, fluidez de género, não-binário, neutralidade de género. Os termos são (quase) infinitos, mas no que toca à Moda, querem todos dizer o mesmo: que não temos limites.

A ideia de neutralidade de género na roupa não é nova e, de acordo com este estudo, a primeira vez que o ouvimos foi por volta de 1920 quando miss Chanel apresentou o mundo ao macacão e a peça foi usada tanto por homens, como por mulheres.

Mas o debate sobre o que constitui os limites entre o que é de mulher e o que é de homem tornou-se um verdadeiro hot topic em 2015, quando as campanhas unissexo passaram a ser IN (throwback a Jaden Smith a usar uma saia na campanha de P/V 2016 da Louis Vuitton) e muitas maisons de luxo se reorganizaram e começaram a fundir as suas coleções para mulher e homem numa só.

Jean-Paul Gaultier era um expert na matéria nos anos 80 e, depois de lançar a coleção “And God Created Men”, disse em comunicado: “usar uma saia não significa que não és masculino. A masculinidade não é definida pela roupa. Ela vem de dentro. Homens e mulheres podem usar as mesmas peças de roupa e continuar a ser homens e mulheres”. Estava certo.

Voltando ao estudo mencionado, o autor diz-nos que “a neutralidade de género na Moda não é um conceito novo, mas uma energia criativa, que está a ajudar a revolucionar o cenário atual, em que o mundo para alguns ainda está preso na ideia de cor-de-rosa para raparigas e azul para rapazes, o que contradiz a essência da Moda como apoio à individualidade e o que somos”.

E se o que somos é difundido pelo que vestimos, por que não podemos vestir algo que é cor-de-rosa e azul ao mesmo tempo?

O debate já vai longo, mas a Vogue UK tem um ponto de vista: a nossa atual fixação por fluidez na Moda está ligeiramente diferente. O motivo? Numa altura em que as mulheres têm carta branca para usar cabelo curto, jeans e fato completo, e os homens têm acesso ao mesmo através da maquilhagem, de botas com salto e de camisas cor-de-rosa, seria de esperar que estivéssemos satisfeitos, mas não estamos. Queremos mais (queremos sempre). Queremos liberdade de expressão e de escolha em todos os aspetos das nossas vidas, da política às nossas crenças, e isso inclui obviamente o que vestimos. Agora, mais do que nunca, queremos sentir-nos livres.

Na Moda, isso sempre significou brincar com a forma, o tamanho, a identidade e o género (Prova A, B, C e D: David Bowie, Prince, Grace Jones e, mais recentemente, Ezra Miller), e a indústria está a consciencializar-se disso mesmo, com novas marcas, ícones de estilo e plataformas sem-género a surgirem todos os dias. Não admira que as revistas de Moda estejam todas a perguntar o mesmo: Será a neutralidade de género o futuro da Moda sustentável?

Enquanto aguardamos que a resposta surja, a Springkode tem o melhor de todos os mundos: roupa para Ela, para Ele e também para ambos, com várias peças unissexo que servem a todos e para todos. Porque, independentemente do que seja, o que mais queremos é que se sinta verdadeiramente livre.

Créditos de imagem: Jil Sander, Spring 2019 Lookbook

Novembro 5th, 2019Springkode